Palavra da audiência

O pessoal do blog Chá, Torradas e CULTURA esteve na plateia!

Dá uma sacada: http://chatorradasecultura.wordpress.com/2011/09/01/os-limites-do-individuo/

Com a palavra, o autor

Santiago Nazarian invadiu o apartamento incógnito na quarta fila da plateia, temeroso da surpresa, tal como a de um frango comido, uma pizza roubada, uma escova-de-dentes colorida, e de que pudesse não se perceber no nosso Feriado. Não foi nada assim! Estamos satisfeitos com o autor satisfeito. E compartilhando suas palavras e esta indagação de quem somos, afinal, que é a mais coletiva de todas.

http://santiagonazarian.blogspot.com/2011/08/feriadao-peca.html

Da esquerda: Renato Carrera, Mauricio Lima, Fabiano de Freitas, Leonardo Corajo e Santiago Nazarian

DEPOIMENTO DA AUDIÊNCIA

No último domingo fui assistir “Feriado de mim mesmo” na Sala Multiuso do SESC Copacabana. Decidi ver porque era o trabalho dos queridos Fabiano de Freitas e Maurício Lima, parti sem imaginar bem o que me esperava e desconhecendo o texto de Santiago Nazarian (que só agora me dou conta ter se tornado leitura obrigatória).
Cansado da cena contemporânea onde o binômino tradicional-careta se alterna com o pós-moderno-nonsense, “Feriado de mim mesmo” foi uma excelente surpresa! A boa confusão da solidão no apartamento onde Miguel e Thomas (?) interagem trazem também uma série de boas referências filmográficas e literárias e soluções cenográficas não menos interessantes. Assim, a impressão de que a amizade por Dadado e Maumau valia um bom espetáculo se confirmava. Destaque ainda para a boa forma de Renato Carrera no apartamento
(ooops, no palco). Parabéns pela peça, ousada, muito boa e inquietante!

Um beijo grande aos queridos amigos,
Érico Muniz.

Miguel? Thomas? Quem mais?

Hoje, agora à noite, Miguel e Thomas vão se encontrar. Miguel não sabe quem é Thomas. Aliás, ele nem sabe quem ele mesmo é. Uma alucinação, um jogo da mente? Hoje ele ainda não quebra em caquinhos. Ele quem? Talvez amanhã ele quebre. Mas hoje eles se encontram. Os atores já estão em sala com velas, lanternas, algum sangue. Eu vou correndo pra lá. Não perco este fim de tempestade por nada. O mundo hoje desaba sobre o(s) homeotérmico(s).

Tempestade

O mundo desabando sobre os homeotérmicos.

Estou começando tarde a postar neste blog. Mas antes tarde do que nunca. Roteiro, direção, produção – a criação em sala, ao vivo, tem me tirado deste espaço que acho que é privilegiado, porque é de compartilhar pensamento, que é parte fundamental de quem faz teatro de pesquisa, experimentação, uma coisa quem nem quer ser nova, nem velha, é processual por si só e precisa compartilhar justamente pra fazer o teatro andar (a vida andar).
Hoje foi dia de trabalhar a cena da Tempestade – tudo rápido, como tem sido esse processo de estreia. A Tempestade é a cena de suspense do espetáculo, uma cena cheia de pausas, de sons, ao mesmo tempo, de efeitos e de tons e não cair numa sátira, numa farsa, é difícil e necessário!
Acho que conseguimos, por hora.

Tem uma imersão neste processo todo, que passa por uns cantos meios difíeis da alma,  umas questões que estão na nossa cara e nem sempre a gente vê. Mas sente. Sente muito. Solidão urbana, esquizofrenia, crise identitária.

Vou falar um pouco mais disso. Fica como teaser.

Vou pedir a todos os criadores do espetáculo que deixem por aqui suas impressões / sensações desse processo expresso, e talvez por isso mesmo profundo e intenso.

FABIANO DE FREITAS

Ensaio – Ensaio – Ensaio

No meio de tanta correria, do dia a dia que insiste em nos sugar, espaço pra dançar, criar, ler, decorar.


Primeira Leitura – Sala de ensaio do Espaço Sesc

Segunda-feira, dia 11 de julho de 2011, 9:30h.

1 – Começou

Primeira semana pra colocar Feriado de Mim Mesmo no palco.

Confirmação de pauta no sábado.
Primeiro sim. Primeira alegria.
Primeiro frio na barriga.
Reuniões, calculos, decisões nada fáceis, risos, papéis, café, pão, telefones, emails.

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